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  • paolaalteriodi

Iluminação e bem-estar

Atualizado: 14 de jun.

A pandemia não trouxe só coisas más. Obrigou-nos a olhar para dentro e a fazer uma introspecção. O mesmo aconteceu com o ambiente que nos rodeia. Ao passarmos tanto tempo em casa começámos a aperceber-nos de que melhorias decorativas podem ser feitas em prol do conforto de cada elemento da família. Seja no escritório, no quarto ou na sala de estar – alguma destas divisões sofreu alguma mudança – se não mesmo todas.


E como é que o fez? Certamente, terá procurado dicas de feng shui, de DYI, comprou algum móvel, pintou uma parede, mudou a disposição das coisas.


Independentemente do que terá feito, a iluminação talvez não tenha sofrido nenhuma alteração.

No entanto, deixar o espaço bem iluminado é um dos pontos mais importantes a serem considerados num projeto de interiores. Ainda assim, é um dos últimos pontos a ser levado em consideração.


Não leve isto como uma crítica. Segundo a Bíblia, Deus fez a mesma coisa. Criou tudo o que havia para criar e só no fim é que iluminou o mundo. Portanto, não se sinta mal.


Ainda assim, uma vez que a iluminação influencia diretamente o seu bem estar, não sugerimos que esta prática seja replicada.






A importância da iluminação


Sempre que começamos uma obra em nossa casa, procuramos imediatamente por mobílias, revestimentos, cores e objetos decorativos para compor o ambiente. Porém, existe um ponto que nunca pode faltar num bom projeto de decoração: a iluminação.


Quando falamos em iluminação, não estamos a falar apenas em lustres e luminárias que combinem com os espaços. Não se trata apenas de uma questão estética. A iluminação na decoração está relacionada com o conforto, a funcionalidade e a qualidade de vida.


A pandemia trouxe uma nova realidade e novos paradigmas. Com as pessoas a trabalhar cada vez mais em casa, a importância da iluminação tornou-se evidente, uma vez que tem uma influência direta na produtividade. Quem não tinha um escritório bem planeado e precisou adaptar algum espaço da casa para isso pode sentir na pele o quanto a iluminação faz diferença.


E como o teletrabalho deve começar a ser uma constante maior nas nossas vidas, daqui em diante, vale a pena parar um pouco para pensar na importância da iluminação na decoração.


Para além disso, reconhecer a importância da iluminação na decoração, pode dar-nos muito a ganhar, até em termos económicos. Principalmente porque, ao fazer as escolhas mais adequadas economizamos mais energia.


Com um projeto eficiente, fica mais fácil escolher as lâmpadas adequadas e assim utilizar apenas a quantidade exata de luz para cada espaço e podemos dizer “adeus” ao desperdício.


A luz de um espaço pode influenciar vários aspetos, como a nossa produtividade, concentração, motivação e, até, o nosso descanso. Para que o seu lar vá ao encontro das suas necessidades, é importante prestar atenção à escolha da temperatura, intensidade, cor e disposição das lâmpadas.

E é exatamente isso que pretendemos fazer neste texto: dar-lhe a conhecer a importância da iluminação na decoração, a forma como ela interfere no seu bem estar e, ainda, dicas especiais para iluminar cada divisão.

A luz e o seu conforto


Há uma grande probabilidade de estar a ler este texto no telemóvel e num sítio com iluminação artificial. Com o estilo de vida atual, é comum passarmos a maior parte do dia em salas fechadas a realizar as nossas tarefas diárias sob luzes artificiais e naturais.


Ao mesmo tempo que as luzes artificiais trouxeram infinitas e incalculáveis possibilidades à humanidade, também causaram uma certa confusão ao nosso corpo. Durante milhares de anos, o corpo humano respondeu aos estímulos da luz do sol e à escuridão da noite e, ainda hoje, as fases do dia são estipuladas por isto. Estamos a falar do Ritmo ou Ciclo Circadiano, que designa o período de, aproximadamente, 24 horas em que se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos. Este ciclo é influenciado sobretudo pela luz recebida, mas também pela temperatura e outros estímulos.


Entender o Ciclo Circadiano é essencial, uma vez que afeta o ritmo do corpo humano, influencia o sono, o humor, o estado de alerta, a digestão, o controlo da temperatura e, até, a renovação das células. Pesquisas mostram que um volume adequado de luz diariamente melhora os níveis de humor e energia, enquanto que a iluminação insuficiente contribui para a depressão e diversas outras carências no corpo. A quantidade e o tipo de iluminação afetam diretamente a concentração, o apetite, a disposição.


Mas como é que podemos ter um ritmo circadiano saudável se passamos a maior parte do tempo em ambientes com luz artificial? E como é que podemos tornar os ambientes mais saudáveis através da iluminação?


O ideal é tentar imitar o natural com as luzes artificiais. Por exemplo, luzes brilhantes e mais fortes são melhores para as manhãs e para o decorrer do dia. Já à noite, é aconselhável estar exposto a luzes fracas.


Como já dissemos, este ciclo não está relacionado com a luz, mas, também, com a temperatura; e a temperatura da cor também influencia muito a nossa percepção. A unidade de medida da temperatura da luz é o Kelvin (K) e quanto mais alto o valor, mais clara e fria é a tonalidade de cor da luz. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos a referir-nos ao calor físico da lâmpada, mas sim à tonalidade de cor que ela irradia.


Luzes quentes tornam os ambientes mais aconchegantes e relaxantes; enquanto luzes mais claras tornam o ambiente mais estimulante, fazem-nos sentir mais alerta, mais concentrados e podem aumentar os níveis de produtividade.


Acredita-se, também, que a luz azul reduz as hormonas que nos fazem sentir sonolentos, ou seja, ajudam a deixá-lo mais desperto.


Os ecrãs dos computadores e dos telemóveis emitem muita luz azul. Portanto, verificar o email já deitado na cama ou ficar a ver TikToks antes de adormecer pode tornar o sono menos restaurador.

Já as tonalidades amarelas (a parte mais baixa da escala de cor) remete-nos mais para o pôr do sol e para o amanhecer – fases do dia em que, por norma, o corpo está mais relaxado. E faz todo o sentido se pensarmos que, até há pouco tempo, os seres humanos não eram expostos a luzes de alta intensidade durante a noite, mas à luz do fogo e da lua. Iluminações fracas, indiretas e quentes tendem a deixar os ambientes mais calmos, e as pessoas mais relaxadas. Portanto, pode ser uma escolha acertada para uma zona de descanso, como por exemplo, um quarto.


No entanto, este tipo de luz quente não é uma forma de substituir a luz natural. Aliás, especialistas afirmam que receber luz do sol todos os dias e evitar estar exposto a tanta luz fria e azul perto da hora de dormir pode melhorar a qualidade do sono e melhorar o bem-estar e produtividade.


Contudo, temos a noção de que é impossível controlar a iluminação de todos os ambientes e espaços que frequentamos diariamente, mas ter consciência dos impactos da iluminação sobre o corpo pode ajudar a tomar decisões informadas quando estiver a redecorar a sua casa e a pensar duas vezes antes comprar aquela lâmpada que viu em promoção no supermercado.


E, agora, “Faça-se luz”!



O nosso trabalho é ajudar as pessoas a tornarem a sua casa – o seu cantinho – mais acolhedor. A satisfação que sentimos é imensa, por isso decidimos “dar umas luzes” para o ajudar a melhorar a iluminação. Vamos começar pelo tipo de iluminação:


Tipos de iluminação




A iluminação pode cumprir muitas funções dentro de uma casa. Pode ser usada para destacar objetos decorativos ou quadros, para valorizar algum cantinho especial, para tornar o ambiente confortável, para separar espaços, para iluminar locais estratégicos e facilitar o dia a dia dos moradores. E, apesar de parecer uma tarefa simples, a iluminação requer muita atenção na fase de posicionamento das lâmpadas.


E, por isso, antes de avançar para as dicas técnicas, deve ficar a conhecer as três principais formas de investir no seu projeto de iluminação e causar efeitos diferentes.


· Iluminação difusa

Este tipo de iluminação é o mais simples e conhecido. Neste caso, a luz é centrada no tecto, que ilumina toda a divisão de uma forma homogénea. Geralmente é aplicada em quartos e salas de estar.

· Iluminação direta

O próprio nome deixa algumas pistas. Neste caso, a luz pode ser posicionada diretamente sobre algum objeto específico no ambiente para, por exemplo, realçar algum objeto na divisão. Geralmente, é feito através de luminárias ou abajures. É uma boa opção para espaços com atividades que necessitam de mais foco e concentração, como o escritório.

· Iluminação indireta

Diferente da anterior, a iluminação indireta não tem um foco único, sendo capaz de iluminar o espaço por completo. Basicamente, a luz reflete em alguma superfície e espalha-se pelo espaço e são mais utilizadas, muitas vezes, nas sancas de forros de gesso, direcionadas para o teto. O resultado é um efeito bastante intimista e, por isso, geralmente é utilizado nos quartos e salas de estar.

Como iluminar corretamente cada divisão?


Além da questão estética, o seu projeto a iluminação deve ter uma característica imprescindível: a funcionalidade. Por isso, as lâmpadas devem ser posicionadas de uma forma diferente, de acordo com as atividades que são realizadas em cada divisão e em cada espaço. Vamos verificar, quais são, de uma forma geral, as soluções para cada divisão de sua casa:


· Sala de estar

Considerada uma zona de convívio, geralmente, a sala de estar é um ambiente que pede conforto e aconchego. Por isso, vale a pena investir numa iluminação mais quente. O uso de luzes indiretas ou difusas pode ser combinado com o uso de uma iluminação direta para destacar alguns pontos ou mesmo criar um cantinho de leitura ou estudo.

Neste caso, luminárias de chão ou apliques são excelentes opções.

Evite, a todo o custo, as lâmpadas fluorescentes brancas para não roubar ao espaço a sensação de conforto.

· Cozinha

A cozinha é o local reservado para o preparo de refeições e, por isso, é necessário um projeto luminotécnico que aumente o nosso foco. A sugestão é apostar na iluminação geral e incluir outras fontes de luz direta no restante do ambiente. Este é o caso das bancadas e lava loiças. Para esse ambiente, as lâmpadas frias são as mais indicadas.

A cozinha é um espaço que pede prontidão. Por isso é importante que em pontos específicos, como o lavatório e a bancada, seja utilizada a iluminação direta com uma luz mais fria e branca.

· Quartos

Tal como na sala, é melhor evitar lâmpadas fluorescentes brancas, mesmo que sejam económicas – pois o ambiente deve convidá-lo a relaxar. O quarto pede uma iluminação mais difusa e indireta, justamente para ativar o nosso sistema de descanso.

Para quem gosta de ler antes de dormir, é indicado um abajur ao lado da cama, que proporciona conforto de leitura, sem a presença de uma luz muito forte.

· Casa de banho

Na casa de banho, é interessante utilizar uma combinação de tipos de iluminação, concentrando o foco em áreas como espelho, chuveiro e sanita. Isso, aliado a uma luz difusa, ajuda a deixar o ambiente mais funcional para atividades que exigem alguma concentração, como maquilhar e barbear.

Iluminação para cada faixa etária


Cada residência transmite um clima diferente da outra. As pessoas imprimem seus estilos e personalidades na decoração, o que é capaz de criar diferentes sensações. O projeto luminotécnico vai ao encontro disso, influenciando o bem-estar dos moradores.

A questão fundamental é imaginar as atividades mais diversas que podem ser exercidas num ambiente específico e adequar a iluminação para cada uma. Para fazê-lo, deve criar vários sistemas diferentes de iluminação e também deve misturar os tipos de lâmpada - fluorescente, halógena e led - de acordo com o melhor que cada uma oferece.

Na altura de definir a iluminação de cada ambiente, é importante considerar para quem se destina o espaço. O projeto luminotécnico deve ser modificado e adaptado para cada fase da vida e às necessidades que cada uma delas apresenta.


Num quarto de bebé, por exemplo, deve-se trabalhar com uma intensidade mais fraca, para deixar o ambiente mais aconchegante. Para ambientes de estudo, a necessidade será uma iluminação mais forte para uma bancada de estudos, enquanto na fase adulta, num quarto de casal, é aconselhado não trabalhar com iluminação direta, para que o ambiente fique mais aconchegante.

A utilização de um regulador - recurso que permite o ajuste da intensidade da iluminação das lâmpadas individualmente ou em grupos – pode ajudar imenso. Assim, a mesma fonte de luz pode ser suavizada ou aumentada de acordo com a necessidade.


Casais jovens buscam uma iluminação mais moderna e intimista, criando ambientes aconchegantes principalmente através de iluminação indireta e pontual.

Já famílias com crianças, geralmente, preferem uma iluminação mais dinâmica, com ambientes flexíveis e funcionais.


Já para idosos, o projeto deve ter em conta, para além da quantidade, as qualidades da luz, principalmente em áreas de leitura e trabalho. Para evitar acidentes, ambientes para pessoas mais idosas devem ter uma iluminação mais forte, que destaque objetos e mobiliários. Outra sugestão é trabalhar também com sensores pela casa, para facilitar a locomoção. Dessa forma não haverá necessidade para se desviar do seu percurso – ou do objeto de apoio à locomoção – para se dirigir ao interruptor.


No entanto, a melhor solução talvez seja criar vários tipos de cenários para tornar o uso da divisão em questão mais flexível. Para isso, deve-se estabelecer uma iluminação geral direta e uma indireta. Assim o mesmo espaço poderá ser utilizado para trabalhar, ler, relaxar ou descontrair.



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A iluminação deve ser pensada de forma a enquadrar o layout do ambiente, para valorizar os pontos fortes do projeto de interiores e procurar a funcionalidade do espaço. Para gerar conforto visual, é preciso entender as necessidades de cada um e para que tarefas vai o espaço ser utilizado.


Portanto, apesar de todas as dicas que demos neste texto, há uma enorme variedade de soluções no que toca à iluminação.


A iluminação depende de cada um e do seu estilo de vida. As dicas que damos neste texto poderão ajudar a melhorar os espaços de sua casa. No entanto, caso queira aproveitar todo o potencial da sua habitação, estas sugestões podem não ser suficientes e não dispensam a consulta e avaliação de profissionais da área.

Nesse sentido, é de grande importância saber como posicionar os móveis e a iluminação para favorecer cada divisão.


Estamos à disposição para auxiliar no seu projeto de interiores.


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